quinta-feira, 30 de maio de 2013

DE REPENTE



De repente, do bolso,
caiu-me o poema.
Um poema não escrito.
Que me lembrava um pássaro em vôo
para o azul mais inocente.
Um poema simples.
O poema mais puro.
Penoso era vê-lo assim,
pássaro branco, e cego,
sequioso de azul. 

Alphonsus de Guimaraens Filho
In: Só a noite é que amanhece